ARGUMENTOS PRÓ

RAÇÃO VEGANA


Prefácio: o autor do site afirma que animais não podem ser veganos porque veganismo é posição moral e política. O que animais (e outros pacientes morais) podem ser é vegetarianos estritos - quando falamos em "cachorro vegano" ou "criança vegana" é meramente uma figura de linguagem. No entanto, o que estamos reivindicando é que podemos alimentar nossos companheiros animais sem precisar matar intencionalmente outros animais (que sentem e sofrem como os nossos companheiros animais).

1. LITERATURA CIENTIFICA APROVA

A National Academy of Sciences (NAS), uma das entidades cientificas mais renomadas do mundo, reconheceu que a alimentação vegana é adequada para cães e gatos DESDE QUE se use suplementos. O documento referência como fonte o livro "Nutrients Requirements of Dogs and Cats" no qual reflete consenso cientifico.

Artigo cientifico conclui que as rações veganas são seguras e nutricionalmente adequadas a gatos. No final dele diz: "É perfeitamente possível que animais de companhia sobrevivam, e de fato prosperem, com dietas vegetarianas. No entanto, devem ser nutricionalmente completos e razoavelmente equilibrados, e os proprietários devem monitorar regularmente a acidez urinária e corrigir a alcalinização urinária por meio de aditivos dietéticos apropriados, se ocorrer."

2. "VAMOS FAZER OS ANIMAIS VIVEREM DEPENDENTES DE SUPLEMENTOS?"

Os animais já são dependentes de suplementos pelas rações convencionais. Basta ler a lista de ingredientes para constatar isso. Os mesmos suplementos sintetizados utilizados em rações convencionais são os mesmos suplementos sintetizados encontrados em rações veganas. Ainda que você alimente um gato com um pedaço de carne, essa carne veio de um animal que recebeu suplemento, dado que é comum pecuaristas suplementarem (Documento da EMBRAPA mostra que a pratica de suplementar os animais é comum).

3. “RAÇÃO VEGANA NÃO RESPEITA A NATUREZA DO GATO ESTRITAMENTE CARNIVORO”

(apelo a natureza)

Não somente a dieta imposta aos carnívoros provoca a mudança de sua natureza. A castração também é uma mudança na natureza do animal. Aceitamos mudar a natureza do animal por motivos éticos, como é no caso da castração. Se é valido alterar a natureza do animal quando é por motivos éticos, mudar sua dieta também seria valido quando feita por motivos éticos. Se apoiamos a castração para evitar que outros animais morram/sofram, nada mais lógico que apoiar a ração vegana para evitar que outros animais morram/sofram.

Os animais domesticados não estão em seu ambiente natural. A própria condição deles já não é natural. Eles tomam vacinas, remédios, dormem em almofadas/camas, banhos com sabonetes, tem coleiras repelente de pulgas, brinquedos, roupas para lhes proteger do frio, tosas, veterinários, entre tantas outras coisas que estão longe de serem naturais. Ou seja, aplicamos todo tipo de tecnologia para eles. Se para o caso da alimentação temos conhecimento, tecnologia e recursos para desenvolver uma ração vegetariana, na qual possui todos os nutrientes necessários, com o sabor agradável, devemos rejeitar o uso da tecnologia só pelo fato de não ser natural?

Há de se observar que as rações convencionais não são feitas apenas de carne. Grande parte dos ingredientes são de origem vegetal (basta ler os ingredientes para constatar isso). E outra boa parte desses ingredientes é farinha moída de subprodutos de animais como bicos, patas, ossos, penas, que de carne praticamente nada tem. Ou seja, o apelo para que respeite a natureza do gato dando ração convencional não faz sentido. E quando se alimenta um gato com carne, se está colocando mais animais ainda em uma condição não-natural, dado que a matadouros não são naturais.

4. “RAÇÕES VEGANAS SÃO CHEIAS DE CARBOIDRATOS QUE CAUSAM TORÇÃO GASTRICA, DIABETES E OUTROS PROBLEMAS”

Nas formulas das rações veganas existe o balanceamento de carboidratos, tal como existe o balanceamento de carboidratos nas rações convencionais.

5. “GATOS PRECISAM DE TAURINA NA QUAL SÓ SE ENCONTRA NAS CARNES”

Se engana quem pensa que a taurina só possa ser obtida através do consumo de carne, pois a taurina já foi sintetizada em laboratório há muitos anos. E sua versão sintética pode ser usada tranquilamente para nutrir os gatos. Inclusive as rações convencionais levam taurina sintética pois a taurina natural da carne se perde durante o processamento (aquecimento) da ração. Para quem duvida, contate os SAC's das empresas produtoras de ração e questione se colocam taurina sintética nas suas rações. A taurina sintética nas rações veganas é a mesma taurina sintética que tem nas rações convencionais.

6. “CONHEÇO VETERINARIOS QUE AFIRMARAM QUE A RAÇÃO VEGANA NÃO PRESTA”

(apelo a autoridade)

É comum veterinarios terem impressões/palpites sobre esse tipo de alimento, assim como é comum médicos que reprovam uma dieta baseada e vegetais para humanos. Quando for perguntar aos mesmos se certifique se eles estão palpitando ou se baseando em artigos científicos, ou se já conferiram o balanceamento de uma ração vegana. Concluir que a ração vegana não é adequada devido as suposições de um profissional da área não é fazer um julgamento honesto dessa questão. Mas sim cair na falácia do apelo a autoridade. Ser da área não lhe torna imune ao erro. Não é à toa que existe erro médico. A alegação que a ração vegana é inadequada é uma opinião ou um fato?

7. “GATOS SÃO CARNIVOROS QUE NÃO GOSTAM DO SABOR DE VEGETAIS”

Não ignore que a indústria está avançadíssima no que se refere a palatabilizantes. Logo o gato não consome uma ração vegana com gosto de vegetais, mas sim uma formula que simula muito bem o sabor que ele gosta.

8. “VEGANOS NEGAM QUE GATOS SÃO CARNIVOROS”

Nenhum defensor da ração vegana para gatos nega que esses animais sejam carnívoros. Apenas é alegado que já dispomos de tecnologia para nutrir esses animais sem o uso da carne. Nosso argumento é sobre dar uma ração processada com formula equilibrada que atinja as necessidades nutricionais requeridas pelo organismo do gato. Estamos falando de dar um alimento vegetal que foi processado e modificado, para que seja possível alimentar um carnívoro sem o uso de carne, fazemos uso de tecnologia que já existe. Sem o uso da tecnologia que dispomos, realmente não seria possível. A ração, independente do que se constitua os seus componentes, deve seguir as referências para a formulação das dietas e as exigências nutricionais para gatos e cães que estão publicadas pelo National Research Council, no livro "Nutrients Requirements of Dogs and Cats" publicado em 2006.

Se as rações veganas, ou as rações hipoalergênicas sem proteina animal, seguem a risca todos os parâmetros e índices nutricionais descritos nesse documento, então os carnívoros que recebam tal ração equilibrada não poderão sofrer com a falta de nenhum nutriente porque a dieta estará devidamente formulada, equilibrada e atenderá a todas as exigências nutricionais específicas. O que importa são nutrientes específicos, e não alimentos específicos. A ração é justamente um condensado de várias coisas formando um alimento nutricionalmente completo. Os animais não necessariamente precisam de carne, mas sim de uma certa combinação de nutrientes. Podemos aprender a alimentar carnívoros e mantê-los saudáveis sem alimentá-los com os corpos de outros animais. Muito progresso já foi feito sobre isso, como evidenciado pelo uso bem- sucedido da ração vegana. Se a comida para o gato tem uma forma adequada, com sabor, cheiro atrativo e os nutrientes que ele precisa adicionados, pouco importa para o gato se é feita com restos de animais ou só de vegetais.

9. “PROTEINA VEGETAL NÃO É MELHOR DIGERIDA QUE PROTEINA ANIMAL”

A proteína (independentemente de ser fonte animal ou vegetal) pode ser quebrada através de enzimas, e quando dividida, vira aminoácidos.

Portanto, sem enzimas num organismo não há como quebrar uma proteína em aminoácidos. Quando carnívoros ingerem uma proteína vegetal, eles não possuem enzimas para quebrar essa proteína em aminoácidos. A mesma lógica vale para os herbívoros, que quando ingerem proteína animal, não possuem enzimas para quebrar essa proteína em aminoácidos. A mesma lógica vale para aqueles humanos que não conseguem digerir a proteína do leite por falta de enzimas. A sacada da ração vegana é que ela dispensa a necessidade do carnívoro ter enzimas para quebrar a proteína vegetal. Se o carnívoro não tem naturalmente essas enzimas para quebrar a proteína vegetal, não seja por isso, nós temos tecnologia para fazer esse trabalho por ele, e que ele não precise ter essas enzimas naturalmente. A nossa tecnologia propicia que os aminoácidos de origem vegetal sejam aproveitados pelos carnívoros. E aminoácidos são todos iguais. Não há aminoácido melhor ou pior. A afirmação que a proteína animal é melhor que a proteína vegetal não procede se levarmos em conta a tecnologia.

10. “GATOS OBTEREM AMINOACIDOS DE ORIGEM VEGETAL É ANTI-NATURAL”

Sabia que na natureza o carnívoro também obtêm aminoácidos a partir de proteína vegetal? Quando o animal carnívoro come as vísceras de um animal herbívoro repleto de vegetais que estavam sendo digeridos, o carnívoro vai ter acesso a aminoácidos provindos da proteína vegetal que estavam lá, pois na digestão do herbívoro as enzimas quebraram a proteína vegetal em aminoácidos, que daí serão capazes

de serem metabolizadas pelo carnívoro. Ou seja, o carnívoro na natureza obtém aminoácidos de proteína vegetal quando consume o conteúdo que estava nas vísceras do animal herbívoro. Moral da história: Ao fornecermos aminoácidos de proteína vegetal ao carnívoro não estamos lhe entregando aminoácidos diferentes do que ele já consumiria se estivesse num ambiente natural. Se nossa tecnologia faz o trabalho das enzimas (que o carnívoro não possui), então o carnívoro pode obter aminoácidos de origem vegetal tal como obteria na natureza. Fazendo um paralelo, tem gente que consome um comprimido com enzimas para digerir a proteína do leite (pois não possui naturalmente essas enzimas que façam esse trabalho). A mesma lógica (de prover enzimas) para o carnívoro quebrar a proteína vegetal poderia ser aplicada para que assim o animal seja nutrido. Agora eu só não sei se na sacada dessa ração vegana os produtores fazem a ração com os aminoácidos já separados, ou se colocam algum componente extra para fazer o trabalho das enzimas, que então dividiria os

aminoácidos da proteína vegetal lá na digestão do animal. Enfim... deve depender da formula de cada empresa. Isso é área de segredo industrial. As próprias rações tradicionais são uma demonstração de alimentação não-natural, pois são compostas de partes das quais um carnívoro jamais se alimentaria (como bicos e penas). Qualquer ração por si só foge da natureza do animal. É sabido que nenhum animal carnívoro come preferencialmente os músculos, mas sim as vísceras. Sem contar as rações de peixes de águas profundas, peixes esses que jamais seriam consumidos por carnívoros terrestres numa vida natural.

Cofira: Os danos causados por gatos em ambientes externos


11. "COMO OS GATOS TERÃO UMA VIDA MENTAL SAUDAVEL SE NÃO CAÇAREM?"

Os gatos podem caçar sim, desde que cacem seres não-sencientes. Existem alternativas que nossa tecnologia dispõe. Gato caçando laser na parede:

Os animais domesticos podem passar a fazer uso de brinquedos como bolinhas, balões, caixas, robôs, ao invés praticarem a caça de animais. Gatos podem ser estimulados a usar os brinquedos se for incluso Erva de gato (Catnip). Existem versões em spray de Catnip. Borrifa-las em bolinhas estimula o gato a caça-las.

Gatos podem viver felizes e com segurança apenas dentro de casa, especialmente se vivem com outros gatos. Existem formas de tornar o lar adequado para gatos para que eles não precisem sair para se divertirem. E se for o caso para saírem, podem sair desde que acompanhados com uma coleira.

12. “MUDAR A DIETA CARNIVORA DO GATO PARA A RAÇÃO VEGANA VAI CAUSAR DESEQUILIBRIO DO MEIO AMBIENTE”

Dizer que mudar animais carnívoros domesticados afeta negativamente o equilíbrio da natureza é como dizer que castrar esses animais domesticados afeta negativamente o equilíbrio da natureza. Interferir na dieta do carnívoro domesticado afeta a natureza tanto quanto interferir no seu sistema reprodutivo. Interferir nos carnívoros domesticados na verdade causa efeitos positivos ao equilíbrio do meio ambiente. Existem relatos mostrando que carnívoros domesticados andam causando a extinção de espécies selvagens por causa das caças que eles fazem.

O equilíbrio entre as espécies na natureza não depende da predação de animais domesticados. Os animais domesticados não participam naturalmente do processo de predação. Não estão sujeitos a seleção natural, mas sim a seleção artificial. Estão em situação ou ambientes a parte do ecossistema natural. O sistema artificial em que o homem submete os animais domésticos não faz parte do ecossistema natural. Portanto, interferir nesse ambiente especifico não traria impactos negativos para o equilíbrio das espécies na natureza. O equilíbrio entre as espécies na natureza não depende da produção de carne para cães e gatos. Uma vez que dermos um fim nos sistemas produtivos artificiais, a cadeia alimentar na natureza não entraria em colapso. Nos sistemas isolados de produção artificial de carne, o homem reproduz animais numa velocidade que os animais jamais conseguiriam na natureza, através de inseminação artificial. A produção de carne é massiva, e induzida a acontecer num ritmo frenético. Esse sistema artificial não é necessário manter o equilíbrio natural das espécies. Deixar de produzir animais domésticos e não haveria impacto negativo no equilíbrio ecológico pois esses animais criados na indústria não estão inseridos no ecossistema natural, mas sim num meio artificial.

E investir na produção animal não causa preservação das espécies, pelo contrário, a produção animal é campeã em causar extinção de espécies. Tem muitos artigos científicos que mostram isso. Produção animal causa poluição, desmatamento, escoa grande parte da agricultura para virar ração, alem dos antibióticos, hormônios, carrapaticidas e diversas substancias químicas que vão para o meio ambiente. A pratica da pecuária é a principal causa de extinção de especies. É justamente o que provoca desequilíbrio ecológico confira: MEIO AMBIENTE

13. “RAÇÃO VEGANA NÃO PRESTA PORQUE É TRANSGÊNICA”

Dificilmente temos como fugir dos transgênicos. Rações não-transgênicas podem até alegar terem componentes de origem vegetal que não são transgênicos, mas e os animais usados como ingredientes nessas rações, recebem grãos transgênicos em sua alimentação? Sim, recebem! A ração da Premierpet, por exemplo, alega ser uma ração livre de transgênicos. Entretanto tem como ingrediente frangos da empresa Korin, que foram alimentados com grãos transgênicos. No proprio site da Korin ela admite que seus frangos são alimentados com grãos transgênicos. Fonte: goo.gl/t4HChN || goo.gl/P7436V Dado que a ração da Premierpet especifica na composição da ração que não usa frango orgânico, logo ela usa a linha de frangos Korin alimentados com grãos transgênicos. Ironicamente, quando você opta por rações não- transgênicas estará fazendo mais animais ainda serem alimentados com transgênicos. Já com a ração vegana, apenas o gato recebe transgênico. Existem suposições sobre alimentos geneticamente modificados, mas nada indica que eles sejam grandes vilões. A NAS concluiu num relatório que transgênico é seguro: goo.gl/AAaouL Existe aproximadamente 3 décadas de estudo, e muitos podem considerar pouco tempo para ter uma resposta concreta sobre sua segurança. Transgênicos podem estar correlacionados a câncer, mas não significa que tenha causalidade. Existe mais câncer ou a medicina avançada descobre mais casos? Um dos métodos de transgenia é o uso da bactéria Agrobacterium (goo.gl/NsVZzy) que resumidamente poderia fazer “transgênicos sozinha”, já que ela inseria os seus genes em plantas infectadas. Se a transgenia é mocinha ou vilã da história somente o tempo irá dizer, claro que ainda existe muitas coisas como o domínio das grandes empresas (Monsanto e etc...) e a perda de variabilidade genética, mas isso é outro grande tema. O fato é que os transgênicos chegaram no mercado para diminuir o uso de insumos (adubos químicos e agrotóxicos) danosos ao meio ambiente, além de tornar possível o cultivo em ambientes e condições climáticas adversas.

14. “OS DADOS SOBRE A RAÇÃO VEGANA NÃO VEM DE ESTUDOS DE LONGO PRAZO E, PORTANTO, NÃO SÃO DADOS CONFIAVEIS”

Pelo mesmo argumento se poderia dizer que os estudos sobre as rações convencionais não têm dados confiáveis, pois não temos estudos de longo prazo. Se não temos estudos de longo prazo sobre os resquícios de carrapaticidas nos produtos animais (carrapaticidas esses cuja as formulas ficam periodicamente mais fortes devido a carrapatos adquirirem resistência), logo não poderiamos dizer tambem que a segurança dos produtos animais não tem dados confiáveis. O critico da ração vegana não faria uma avaliação crítica do que defende. O mesmo criterio invalida ambas. Embora não tenhamos estudos de longo prazo sobre diversas coisas, podemos assumir quando os dados são plausíveis. Temos bons motivos para assumir a premissa que o gato não sofre deficiências nutricionais quando alimentado com rações veganas dado as evidencias apresentadas na literatura. Não é racional optar por uma alternativa que possui nenhuma ou muito poucas evidências a seu favor, em detrimento de uma outra alternativa que possui muitas evidências que a corroborem. E uma vez que há muitas evidencias de que a ração vegana é saudavel, é racional concluir que ela é uma opção adequada. Há quem considere que transgênicos tem dados confiáveis por ter estudos de 2 décadas. Pela mesma lógica, deveriamos ter estudos de 2 décadas sobre a ração vegana para constatar que temos dados seguros? Há um problema em avaliar a segurança das coisas com esse criterio das 2 décadas. Ora, a expectativa de vida de um ser humano é de 80 anos. Se um estudo avalia apenas 20 anos desses 80, então o estudo cobriu 25% da vida desse indivíduo. Já um gato tem expectativa de vida de 15 anos. Um estudo de 2 décadas cobriria 100% da expectativa de vida do gato. Se aceitamos que basta cobrir 25% da expectativa de vida para um caso, não deveriamos adotar a mesma proporção para o outro caso? É curioso dizer que devemos avaliar a vida inteira dos gatos para classificar um alimento como seguro, e em contrapartida dizer que não precisamos avaliar a vida inteira dos seres humanos para classificar o alimento como seguro.

15. “NENHUM ANIMAL CARNIVORO PRÁTICA O VEGETARIANISMO. SER CONTRA A ORDEM NATURAL DAS COISAS É ERRADO”

O urso panda é da ordem carnívora, atualmente ele tem uma dieta predominantemente herbívora, pois sua dieta é praticamente de broto de bambu. Não sou eu que falo que pandas são da ordem carnívora, são todos os livros de taxonomia. Veja a classificação anatômica dos pandas na literatura cientifica. Se o urso panda (que é um animal carnívoro) se adapta, por que não pensar que os gatos também se adaptem?

16. “RAÇÃO VEGANA FAZ TESTES EM ANIMAIS, PORTANTO NÃO É VEGANA REALMENTE”

Veganos defendem os testes em animais apenas quando os testes visam o interesse do animal, ou seja, que vá beneficiar o indivíduo animal em sí, seguindo os mesmos protocolos que já existem para humanos. Como a ração atende os interesses nutricionais dos testados, não há exploração. Isso seria equivalente a uma consulta de aceitação de um produto. Portanto não se pode dizer que os testes com esse fim seja uma forma de exploração animal. Veganos só são contra os testes em animais quando existe exploração animal, ou seja, quando os testes não são feitos em prol dos interesses do indivíduo testado.


PARECERES DE ESPECIALISTAS APROVAM

Palestra Dra. Flavia Saad - Dieta vegana para cães e gatos?

Flávia Maria de Oliveira Borges Saad (Doutora em Ciência Animal; Professora) Parecer: goo.gl/mJNF6E

Nandara Soares de Oliveira (Doutoranda em nutrição animal; Zootecnista) Parecer: goo.gl/wjhUVL

Walter de Albuquerque Araújo (Médico veterinário; Diretor e Membro Emérito do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal – CBNA) Parecer: goo.gl/9pekK4

Fernando Petroni (Zootecnista) Parecer: goo.gl/9RSTza

Kelly Spitalet (Veterinária) Parecer: https://goo.gl/J6oS2w

Henderson Verdugo Pascoal (Zootecnista) Parecer: goo.gl/pyYUcy

Fernanda Pecoraro (Médica veterinária) Parecer: r7.com/I_Sg

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Para quem antes taxava os veganos de inconsequentes por dar ração vegana, que nos rotulava como gente que não se preocupava em estudar, e que deixamos os gatos debilitados por fornecer essa ração, para quem reconhecer no final das contas que estava enganado, nada mais justo que se retratar publicamente. A ração vegana para os animais domesticos é algo temporário. Para quem não sabe, o movimento vegano defende a castração e extinção de todas as espécies domesticadas. No futuro compartilharíamos o mundo apenas com as espécies selvagens. Entenda: goo.gl/243BjT Entenda os direitos animais: goo.gl/z55k7z Principios veganos: goo.gl/D8T6EF Veterinária explica porque ração é melhor opção que carne in natura: https://youtu.be/-D18mt9ZAdY?t=4m56s

CURIOSIDADES

Cavalos (herbívoros) atletas são alimentados com ração a base de carne. E de um ponto de vista técnico, a comunidade cientifica entende que tal pratica é nutricionalmente adequada.

Publicação da EMBRAPA reconhece farinha de carne como um componente viável a ser usado na nutrição equina. "Os alimentos fornecidos aos cavalos são classificados em volumosos e concentrados... Os concentrados são divididos em concentrados energéticos, representados pelos grãos de cereais (milho, sorgo, etc.) e seus subprodutos (farelo de trigo, arroz, etc) e concentrados protéicos, representados pelos subprodutos de origem vegetal (farelo de soja, amendoim, etc. ) e de origem animal (farinha de carne, penas, etc.)." Engenheiro Agrônomo confirma que farinha de carne é dada a cavalos. "A classificação dos alimentos é feita em função dos níveis de energia, fibra e proteína, em que os alimentos volumosos (não concentrados) são de baixos valores energéticos e ricos em fibra... Os alimentos básicos ou energéticos, com menos de 20% de proteína bruta, incluem os grãos de cereais e seus subprodutos (milho, sorgo, trigo, arroz, aveia, cevada, centeio), e os subprodutos da indústria (melaço).Os alimentos protéicos contêm acima de 20% de proteína bruta, sendo de origem vegetal como as oleaginosas (soja e girassol) e de origem animal (farinha de carne)... Fontes: - LEWIS, Lon D. ALIMENTAÇÃO E CUIDADOS DO CAVALO. Rocca: São Paulo, 1985 - MEYER, Helmut. ALIMENTAÇÃO DE CAVALOS. 2a edição, Livraria Varela: São paulo, 1995 " https://goo.gl/NbNefp Veterinario confirma que farinha de carne é dada a cavalos. https://goo.gl/ppWS8n Cavalos fazem canibalismo. https://encurtador.com.br/ejF26 Santuário Rancho dos Gnomos busca alimentar leões com ração vegana. https://goo.gl/J6oS2w Engenheiro de alimentos confirma que farinha de carne é dada a cavalos. "Os demais animais como Aves, Suínos e Equinos tem o uso de proteína animal liberada e incentivada para que as aves e suínos tenham um ganho de peso mais rápido e os cavalos normalmente atletas possam ter melhores desempenhos em suas atividades." https://goo.gl/nxDcFg Site sobre cavalos atletas diz porque criadores optam por dar proteina animal aos cavalos. "Qual alimento oferece a melhor proteína? As fontes animais, como leite, proteína do ovo, e mesmo peixe e farinha de carne, oferecem o melhor perfil de aminoácidos e os mais altos níveis de lisina. A proteína do leite é usada freqüentemente como a principal fonte de proteína nos alimentos dos potros, porém é muito cara (os cavalos adultos são muito menos sensíveis às diferenças de qualidade de proteínas), é raramente encontrado em alimentos para animais adultos." https://goo.gl/XurPgP Estudantes de zootecnia listam diversa referências sobre a farinha de carne compor a dieta dos cavalos. "Farinha de carne- é um alimento pouco apreciado pelos equinos e por isso raramente usada, apenas para éguas de cria e animais desnutridos. Farinha de ossos – Há diversos tipos de farinha de ossos, devendo-se dar preferência á degelatinada e desengordurada ou calcinada, sem cheiro... Os equinos requerem 40 a 80g diários de farinha de ossos misturada ao sal. Ovos- são habitualmente fornecidos aos garanhões de monta, como um estimulante e corretivo da ração. A quantidade usada varia de 1⁄2 a duas dúzias. Farinha de sangue- é um alimento muito rico em proteínas e ferro. É pouco apetitosa e usada em pequenas quantidades para animais fracos ou os que exerçam trabalho pesado, sempre com outros farelos. " https://goo.gl/sX9Xw5

A fazenda de crocodilos Nyanyana no Zimbábue provou que mesmo o maior carnívoro pode viver de alimentos à base de plantas, convertendo mais de 150.000 crocodilos ao vegetarianismo. Infelizmente, esses vil proprietários de escravos não estão utilizando a dieta vegana por razões éticas, pois estão matando os crocodilos e roubando suas peles para a indústria de “roupas”.

SOBRE O INFORMATIVO

Preparei um compilado informativo sobre a ração vegana. Nele eu listo bastante referência da literatura cientifica mainstream corroborando sua adequação nutricional (contrariando a crença de alguns profissionais e youtubers que alegavam não haver suporte cientifico sobre essa ração). Listo ainda varios pareceres de cientistas (de elevada formação) que aprovam a ração vegana para os animais carnivoros. Alem de rebater as críticas mais comuns que fazem contra o uso desse tipo de produto. O informativo tambem mostra uma serie de desvantagens das rações convencionais perante a ração vegana. Levando em conta o custo-benefício, é mostrado que a ração vegana pode ser mais economica, principalmente quando se compra em quantidade. Espero que esse material sirva de apoio a estudantes de veterinária, críticos, protetores independentes, doadores de ração, ONG's de proteção animal, ativistas, engenheiros de alimentos, e etc... que buscam entender como a ração vegana pode ser uma alternativa viável e quais são as boas razões para se optar por ela. Esse informativo pode motivar alunos de veterinária, zootecnia ou afins, a escreverem suas monografias sobre o tema. O informativo pode fazer proprietários de PET shops entenderem que é um ótimo produto a se revender, e até mesmo motivar ONG's de proteção animal a fazer campanhas de arrecadação desse produto, ou comprar em quantidade, etc... Espero incentivar mais a demanda do produto, e consequentemente incentivar mais empreendedores para que entrem no mercado das rações veganas. Curiosamente, a maior parte dos veterinários/ zootecnistas aprovadores da ração vegana que cito no meu informativo nem veganos/ vegetarianos são. Ironicamente, eles é que estão ajudando o movimento pro-ração vegana, enquanto por outro lado, há muitos veganos atrapalhando o movimento da ração vegana, propagando mitos de que a ração vegana faça mal ou que não seja um produto confiável. Chegou a hora desses veganos também reverem os seus conceitos! Peço aos colegas veganos conscientes que ajudem a disseminar esse material pois combater a ignorância sozinho não é fácil. O preconceito e o terror psicológico que fazem sobre essa ração tem que acabar. Para que os mitos sobre a ração vegana sejam efetivamente combatidos, esse informativo talvez não seja suficiente. Penso que precisamos de pareceres de entidades conceituadas ligadas a medicina animal se posicionando sobre a ração vegana. Então faço um apelo a profissionais da área da saúde animal que se articulem. Seja com o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), ou CFMV, ou a Associação Brasileira de Medicina Veterinária Legal (ABMVL), ou a Associação Brasileira de Zootecnistas. Solicitem pareceres dessas para que esclareçam a população sobre a viabilidade desse produto. É de fundamental importancia que essas entidades reconhecidas se manifestem, pois com isso ajudará a população a tomar decisões de forma mais segura. Contribuirá para que pessoas mal informadas se informem, e parem de acusar de maus tratos quem dá ração vegana. Há veículos de comunicação famosos relatando que ração vegana é enganação do mercado. O parecer ajudara-los a dar a informação correta. Se conseguirmos o parecer será uma vitória imensa para a causa animal! Espero que aconteça algo semelhante ao que ocorreu com o parecer do Conselho Regional de Nutrição da 3a região (quando deram parecer favorável sobre a viabilidade da alimentação vegetariana para humanos de todas as idades). No caso do parecer do CRN-3, foi resultado de uma apresentação de um nutrólogo na entidade, que acabou no convencimento dela favorável ao vegetarianismo. Precisamos que um profissional da área animal se disponha a fazer o mesmo. Então vamos fazer que esse informativo inspire essa conquista. Sugestões para a melhoria do informativo serão bem vindas. Lerei todos os comentarios. Estou continuamente o lapidando e peço que analisem no que posso melhorar. Se conhecem outros profissionais que aprovam a ração vegana, não deixem de cita-los para que eu possa os lista-los em futuras versões do informativo.